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domingo, 15 de fevereiro de 2009

'Sol é mais nocivo à pele do que se pensava', diz estudo

Raios UV podem ser mais intensos nas pistas do que se pensava...
Pessoas simplesmente andando ao ar livre estão sujeitas a níveis mais altos dos raios ultravioleta do que se pensava, segundo um estudo feito na Alemanha. O método de cálculo usado até agora pelos cientistas, o Índice Solar UV, foi desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde para orientar as pessoas quanto aos riscos corridos durante a exposição ao sol. O índice é baseado na quantidade de luz solar que incide sobre superfícies planas. Mas agora cientistas alemães do centro de pesquisa Geo Risk Research, em Munique, descobriram que o índice usado subestima a quantidade de radiação que incide sobre superfícies inclinadas ou em diferentes posições, como no caso do corpo humano, que é tridimensional. Durante três anos, o professor Peter Hoeppe e seus colegas em Munique usaram novos sistemas de monitoramento para medir os níveis de radiação incidindo sobre 27 superfícies inclinadas em ângulos diferentes e em três locais diferentes na Alemanha. Depois, usando imagens tridimensionais do corpo humano em várias posições, os cientistas aplicaram os dados colhidos para calcular a incidência dos raios sobre as várias partes do corpo. "Em muitos casos, os dermatologistas estão subestimando a quantidade de exposição", disse o professor Hoeppe. "O ser humano tem apenas algumas superfícies que são horizontais quando a pessoa está de pé: o topo da cabeça e os ombros, por exemplo."
"Se o sol está alto, as medidas horizontais podem estar corretas, mas, quando o sol esta mais baixo no horizonte, as superfícies verticais recebem muito mais radiação", explicou.
O cientista disse que esquiadores em particular podem estar correndo mais riscos porque as pistas cobertas de neve podem refletir até 60% dos raios ultravioleta, que são nocivos à pele. Hoeppe sugere que médicos usem imagens tridimensionais do corpo humano para aconselhar as pessoas sobre as áreas da pele que estão correndo mais risco em circunstâncias diferentes. Mas ele não acha necessário que todos os aparelhos de medição horizontal de radiação ultravioleta usados no mundo sejam substituídos pelo novo sistema. "Para previsões de tempo feitas diariamente, (o novo sistema) teria informações demais", disse Hoeppe.

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