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quinta-feira, 8 de maio de 2008

O Sol é uma fonte de energia pouco explorada

ONU vai mapear áreas de energia renovável. O Programa das Nações Unidas para o Meio-Ambiente (Unep, em inglês) está tentando identificar os melhores lugares para explorar Energia Solar e Eólica (dos ventos) em 13 países em desenvolvimento, entre eles o Brasil. A Unep acredita que a iniciativa vai provar que fontes renováveis de energia têm maior potencial do que se supõe. A agência espera que os investidores se sintam encorajados para financiar projetos de energia renovável. Segundo a Unep, o projeto vai ajudar a atenuar mudanças climáticas e aliviar a pobreza. Além do Brasil, os países onde a pesquisa será conduzida são Bangladesh, China, Cuba, El Salvador, Etiópia, Gana, Guatemala, Honduras, Quênia, Nepal, Nicarágua e Sri Lanka. Internet
O projeto é chamado de "Solar and Wind Energy Survey Assessment" (Swera). Ele vai permitir que empresários interessados busquem locais promissores pela internet. O diretor-executivo da Unep, Klaus Toepfer, disse que um obstáculo à adoção mais ampla de energia solar e eólica é a incerteza de sua abundância. O custo da exploração desses tipos de energia, segundo Toepfer, vem diminuindo rapidamente. "Em muitos países em desenvolvimento a escassez de energia está levando mais e mais pessoas à pobreza", disse Toepfer. "Aqueles sem acesso a energia elétrica são forçados a cortar árvores para conseguir madeira para fogueiras, acelerando a erosão do solo e perda da fauna silvestre."Recursos A Unep acredita que o mapeamento vai mostrar que os recursos para a exploração de energia solar e eólica são maiores do que se imagina em 13 países. A agência da ONU destaca projeto recente feito nas Filipinas. A Corporação Nacional de Petróleo das Filipinas realizou um estudo para a construção de uma usina de energia eólica de 40 Megawatts. Essa seria a primeira grande usina do tipo no país. Antes da pesquisa, a projeção de exploração de energia eólica para o país era de 100 Megawatts em uma década. Acreditava-se que, até 2008, a produção de energia eólica no país poderia chegar a 480 Megawatts. Em 2015, poderão ser gerados até 2.000 Megawatts se houver investimentos no Setor Energético Sustentável.

sábado, 3 de maio de 2008

Inglaterra vai ter ônibus movido a Energia Solar

O ônibus é chamado de 'transporte do sol'.
Ônibus que vão liberar vapor d’água ao invés de dióxido de carbono vão chegar às ruas de Cambridge, na Inglaterra.O novo transporte ecologicamente correto recebeu financiamento da Comissão Européia, e acredita-se que seja o maior projeto mundial usando energia solar e hidrogênio.A Universidade de Cambridge vai administrar o projeto-piloto em parceria com engenheiros da empresa Whitby Bird and Partners e da ilha sueca de Gotland.A luz solar vai ser convertida em eletricidade usada para dividir a água em hidrogênio e oxigênio."Alternativa verde"O hidrogênio, então, vai ser comprimido em células de combustível consumidas pelo ônibus. A única emissão vai ser de vapor d’água.Colin Saunders, diretor do projeto-piloto disse: "Este projeto é uma alternativa verde ao petróleo, é o transporte do sol"."É uma demonstração operacional das áreas de tecnologia que são pesquisadas na universidade".O projeto recebeu financiamento de 1,38 milhões de libras esterlinas (o equivalente a quase R$ 6 milhões). Um projeto semelhante prevê a instalação de painéis solares nos telhados de edifícios na ilha de Gotland, na Suécia.A expectativa é de que os ônibus, que vão circular do oeste de Cambridge até o centro da cidade, abram caminho para outros projetos ecológicos na área de transportes.Ben Madden, da Whitby Bird and Partners, disse: "Este projeto nos permitiu mostrar como o hidrogênio permite que energia renovável seja armazenada e usada no transporte"."Esperamos que o projeto-piloto aumente o interesse global e encoraje o uso de tecnologias semelhantes, agindo como um primeiro passo no caminho que vai nos tirar desta estrada para mudanças climáticas e economia baseada em combustíveis fósseis".O trabalho mais detalhado do projeto está previsto para começar no ano que vem e deve estar completo em setembro de 2003. Fonte BBC Brasil 11 de outubro, 2001

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Estudante cria bolsa que capta luz solar e se ilumina


Forro iluminado ajuda a ver o conteúdo no escuro... Um estudante de uma universidade da Grã-Bretanha criou um novo tipo de bolsa feminina com um sistema de iluminação interna para ajudar as pessoas a encontrar coisas perdidas lá dentro. A bolsa, chamada de Sun Trap, usa uma célula de energia instalada na parte de fora para armazenar a força gerada pela luz do Sol. A energia é então guardada em uma bateria, que faz acender o forro da bolsa cada vez que o zíper é aberto. A iluminação é desligada quando a bolsa é fechada ou quando é deixada aberta por mais de 15 segundos. Celular : Além de usar energia solar e se recarregar automaticamente, a bateria da bolsa tem ainda um mecanismo que permite que ela seja carregada normalmente na tomada, em caso de necessidade. Por outro lado, a bateria da bolsa também poderia ser conectada com um celular para recarregá-lo. Rosanna Kilfidder, a inventora, estuda na Universidade Brunel e disse que se inspirou nas “milhares de vezes” que viu amigas e até ela mesma procurando chaves e outros objetos na bolsa em situação de pouca claridade. A criação de Kilfidder venceu um concurso realizado na universidade, e agora um órgão da Brunel, o Centro de Empreendimentos, está ajudando a estudante a patentear a idéia e a viabilizar sua comercialização.

Fonte BBC 26 de Setembro de 2005

Grã-Bretanha instala semáforos movidos a energia solar


O Sistema pode armazenar energia por 5 dias. O primeiro semáforo movido a energia solar do mundo, criado por um engenheiro britânico, foi colocado numa estrada da Grã-Bretanha, nesta quarta-feira. O engenheiro Brian Ellis, de Suffolk, no interior da Inglaterra, decidiu desenvolver o sistema depois de ter ficado acordado durante toda a noite pelo barulho do gerador que movia o semáforo em frente à sua casa.E a empresa responsável pela fabricação dos equipamentos já anunciou que pretende instalar os semáforos movidos a luz solar em toda a região da East Anglia, ao leste do país.Energia armazenadaOs painéis solares armazenam em baterias o excesso de energia gerada durante o dia, que fazem os semáforos funcionar durante toda a noite.Brian Ellis conta que, há três anos, estava desenvolvendo uma britadeira usando energia solar quando achou que devia fazer alguma coisa para acabar com o semáforo barulhento em frente à sua casa."O gerador era tão barulhento que não consegui dormir durante toda a noite". Ellis também conta que o cheiro exalada pela máquina, movida a óleo diesel, era muito ruim. Semáforo ecológico"Eu percebi que tinha que haver uma maneira mais ecológica de fazer um semáforo funcionar, provavelmente usando energia solar", afirmou.Limpo e eficienteOs novos semáforos são considerados mais limpos, seguros e silenciosos. A manutenção também é mais fácil e barata, de acordo com a empresa responsável pela instalação.Como o sol nem sempre é abundante na Grã-Bretanha, a bateria é capaz de armazenar energia suficiente para fazer o semáforo funcionar por até cinco dias e noites, sem precisar ser recarregado.Agora, Ellis quer continuar desenvolvendo novos usos para energia solar. Ele diz que gostaria de ver a energia solar sendo utilizada para iluminar teatros nos países pobres da África.
Fonte BBC 16 Agosto 2001

Avião faz vôo mais longo sem tripulação

O Zephyr chegou a ultrapassar os 18 mil metros de altitude !
Um avião de fabricação britânica bateu o recorde oficial para o vôo mais longo de nave movida a energia solar sem tripulantes já feito. A empresa britânica de defesa Qinetiq, que construiu o avião - batizado de Zephyr - disse que o aparelho voou por 54 horas durante os testes. Os pesquisadores dizem que foi a primeira vez que uma nave movida a energia solar voou com energia própria durante duas noites consecutivas. O recorde anterior para aviões sem tripulação foi estabelecido em 2001 por um jato de rastreamento Global Hawk da Força Aérea americana que voou durante mais de 30 horas. O vôo de 54 horas do Zephyr não vai entrar no livro dos recordes porque representantes da federação mundial de esportes aéreos - Fédération Aéronautique Internationale ou FAI na sigla francesa - não foram avisados do teste, feito em segredo. Entretanto, a entidade foi informada sobre um segundo vôo, com duração de 33 horas, que talvez possa se tornar o novo recorde oficial. A equipe que desenvolveu o avião diz estar convencida de que construiu um batedor de recordes, qualquer que seja a decisão da FAI. "Este avião irá muito mais alto e muito mais longe", disse à BBC Chris Kelleher, diretor técnico e "piloto" do Zephyr. "Você ainda não viu nada". O Zephyr foi desenvolvido para tirar fotos de um balão gigante de hélio projetado para quebrar o recorde mundial de altitude para balão de gás em 2003. O projeto teve de ser abandonado por causa de um vazamento no balão. Mas a empresa continuou a desenvolver o avião para usos militares, observação da Terra e comunicações. Os testes mais recentes foram feitos na base americana militar White Sands Missile Range, no Novo México. Durante o primeiro vôo, a aeronave, que tem um comprimento de asa de 18 metros, voou durante mais de dois dias antes de apresentar uma falha. O segundo vôo, mais curto, foi interrompido por causa de uma tempestade. "O que ficou provado - e o que foi inédito no mundo - é que o avião voou usando seu sistema solar-elétrico de energia durante dois ciclos diurnos completos", disse Paul Davey, diretor comercial do Zephyr. "A aeronave voou com energia solar e carregou suas baterias durante o dia, descarregou as baterias durante a noite e continuou no alto na madrugada seguinte, quando o ciclo foi repetido", disse Davey. Durante os vôos, o Zephyr chegou a mais de 18 mil metros. O avião foi manualmente decolado e conduzido até uma altitude de três mil metros. "No solo temos toda a instrumentação que um piloto veria em um avião tripulado", explicou Kelleher. "Temos um painel básico de instrumentos, visão dianteira (obtida por uma câmera) e toda a telemetria voltando para nós". Um piloto automático assumiu os controles durante o restante dos testes. O Zephyr não é o primeiro avião movido a energia solar a voar durante uma noite inteira. Uma nave chamada SoLong, desenvolvida pela empresa americana AC propulsion, voou durante 48 horas em 2005. Entretanto, a nave não foi movida a motor constantemente durante o vôo. Em algumas ocasiões ela teve de planar. Outras companhias e organizações desenvolveram aeronaves similares, entre elas a Nasa. A empresa suíça ETH também está construindo uma nave deste tipo, embora bem menor do que o Zephyr, para uso em Marte.

Fonte BBC Brasil 10 de Setembro de 2007 Jonathan Fildes

Sensor converte impacto da chuva em energia elétrica


Nova técnica converte impacto dos pingos em energia elétrica. A edição desta semana da revista britânica de ciência New Scientist publica um artigo sobre uma nova técnica, desenvolvida por cientistas da Comissão de Energia Atômica (CEA), em Grenoble, na França, capaz de coverter a força do impacto criado por pingos de chuva em energia elétrica. Segundo a publicação, os pesquisadores, liderados por Jean-Jacques Chaillout, criaram sensores produzidos com materiais piezo-elétricos - que geram voltagem a partir da força mecânica - para converter o impacto dos pingos em quantidades pequenas de energia. "Pensamos nos pingos de chuva porque ainda são fontes de energia ainda inexploradas na natureza", disse Chaillout à New Scientist.
Os sensores de energia pluvial serão capazes de produzir apenas 1 watt de eletricidade por hora, por ano, por metro quadrado - quantia 1 milhão de vezes menor do que a energia elétrica criada a partir da energia solar na França. De acordo com Paul Marks, autor do artigo, a quantidade de energia criada pelos sensores ainda é pequena, mas a pesquisa representa uma idéia inovadora. "O mais importante é que esta técnica está disponível", disse Marks à BBC Brasil. A equipe de Chaillout iniciou a pesquisa analisando os diferentes tipos de chuva. As análises indicaram que a garoa produz pingos de cerca de 1 milímetro de diâmetro que provocam um impacto energético menor do que pingos causados por pancadas de chuva, que chegam a 5 milímetros.
A partir dos resultados, os cientistas fizeram simulações para observar como os pingos caem sobre determinadas superfícies, a fim de estabelecer o tamanho do sensor a ser criado para converter a energia do impacto. Segundo o estudo, o sensor, de 25 micrômetros, é feito de um material piezo-elétrico chamado polivinilideno fluorado (PVDF), resistente à temperatura ambiente. A pesquisa indica ainda que o sensor foi capaz de criar 1 micro-watt de energia por pingo de chuva leve. "Apesar da energia ser pequena comparada à solar, a energia pluvial tem a vantagem de funcionar no escuro e pode ser usada para complementar dispositivos de energia solar", diz a New Scientist. De acordo com os cientistas, a primeira aplicação dos sensores poderá ser em torres de resfriamento de estações de energia nuclear, onde a acumulação de resíduos líquidos reduz a eficiência do resfriamento. O time de pesquisadores planeja criar um sensor na superfície dos resíduos que será acionado pelos pingos formados pelo vapor condensado nas torres. Os cientistas indicam ainda que os sensores de energia pluvial poderão ser usados, a médio prazo, em um dispositivo auto-acionado que poderá ser acoplado aos pára-brisas dos carros ou em dispositivos que transmitam a qualidade do ar para centros de análise. O estudo também sugere a criação de um sistema capaz de armazenar a energia captada pelos sensores e que poderia, por exemplo, carregar baterias.

Fonte BBC Brasil 24 janeiro de 2008

Austrália faz corrida de carros movidos a energia Solar


Os veículos fazem um percurso de cerca de 3 mil quilômetros. Cerca de 40 carros movidos a energia solar participam na Austrália de uma corrida internacional para promover o uso de energias alternativas. A largada é na cidade de Darwin, no norte da Austrália. Após um percurso de 3 mil quilômetros, os veículos, representando equipes de 19 países, concluem a corrida em Adelaide, no sul do país. Combustível é que não falta, pelo menos durante o dia. As temperaturas podem chegar a quase 50 graus em algumas regiões. À noite, sem sol, carro e equipe acampam para retomar a corrida no dia seguinte. A corrida se realiza a cada dois anos. A primeira foi em 1987, mas o evento está ficando cada vez mais conhecido, com o interesse por energia sustentável e a preocupação com o aquecimento global. O recordista da prova fez o percurso em um total de menos de 30 horas. Carros híbridos e carros movidos a etanol competem, mas em categorias próprias.
Fonte BBC Brasil em 22 de Outubro de 2007